segunda-feira, 12 de julho de 2010

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Uma campeã indiscutível





VEJA O GOL! Depois de levar o rótulo de “pipoqueiros”, espanhóis, enfim, vencem na primeira vez que vão à final, na África do Sul: 1 a 0 na Holanda na prorrogação.


Felipe de Oliveira felipe@novohamburgo.org (Siga no Twitter)

Eles já foram taxados de “pipoqueiros”, “amarelões”… Nunca esqueceram, no entanto, da Fúria que sempre os põe entre os favoritos em um Mundial.

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Alemanha deixa a África do Sul com o terceiro lugar

A Espanha fez 1 a 0 na Holanda na prorrogação e é a vencedora da Copa do Mundo 2010. Na primeira final que chegam, na África do Sul, estreante como sede de mundiais, os espanhóis fazem jus ao favoritismo que lhe era atribuído antes de a Jabulani rolar.

Até a vitória sobre os holandeses com a Jobulani em campo no estádio Soccer City, em Joanesburgo – o nome da bola mudou em homenagem à cidade –, a desconfiança voltou a pairar sobre eles. Estrearam perdendo para a modesta Suíça. Recuperaram-se na segunda rodada, diante de Honduras. Uma campanha que teve vitórias sobre o Chile, ainda na primeira rodada, Portugal, Paraguai e Alemanha.

JUSTIÇA - O Portal novohamburgo.org acompanhou o primeiro mundial africano do início ao fim e fica com um sentimento: justiça. Venceu quem jogou o melhor futebol, com os holandeses fazendo por merecer o vice-campeonato, assim como Alemanha e Uruguai o terceiro e o quarto lugar, respectivamente. Agora, tudo é Brasil em 2014!


Os espanhóis não venceram nenhuma partida por mais de um gol de diferença, é verdade. Mas também não deram chances aos adversários. Na final, até levaram sustos. Só que o futebol de toque de bola, envolvente, prevaleceria. Terminam a Copa do Mundo com a melhor defesa e o pior ataque na história dos campeões; dois gols sofridos e oito marcados. A palavra é eficiência.

A princípio, era como se a Espanha saísse diretamente do apito final de sua partida diante da Alemanha para o Soccer City. O mesmo domínio que a Fúria exerceu na semifinal apareceu nos primeiros minutos de jogo: logo aos cinco minutos, Sergio Ramos acertou uma cabeçada forte, que obrigou Maarten Stekelenburg a grande defesa.

Em seguida, o lateral-direito espanhol invadiu a área e dessa vez John Heitinga afastou na boca do gol. Mais um minuto e era David Villa acertando um voleio, na rede pelo lado de fora. Pressão, jogo de uma só equipe, questão de tempo para o gol sair? Não exatamente. O nervosismo entraria em campo.

Foram 20 faltas ao longo de todo o primeiro tempo, com cinco cartões amarelos. Entre as divididas e disputas acirradas, sobrou uma breve reação holandesa nos últimos minutos, quando chegou a ameaçar o gol de Iker Casillas, num chute rasteiro de Arjen Robben, já nos descontos.

Veio o segundo tempo e, com ele, uma média aritmética daquilo que aconteceu no primeiro: se, por um lado, o clima seguia tenso – com mais oito cartões amarelos no total, além de um vermelho, chegando ao recorde de dez numa final de Copa do Mundo, superando os seis de 1986 -, por outro, também a Espanha dominava a posse de bola e aparentava estar mais perto de marcar.

A principal diferença é que o contragolpe da Holanda, o motor da grande campanha, começou a funcionar. O exemplo mais claro foi quando Robben aproveitou um tremendo buraco na defesa. Aos 16 minutos, recebeu passe de Wesley Sneijder e apareceu frente a frente com Casillas. O goleiro do Real Madrid esperou até o último minuto para sair e impediu o gol com as pernas.

CARTADA FINAL – Até o fim dos 90 minutos, a história foi a mesma, com a Espanha se aproximando perigosamente, como nas chances claras de David Villa aos 24 – salva por Heitinga na frente do gol – e uma cabeçada de Sergio Ramos, livre na pequena área. Pela sexta vez na história, contudo, a final da Copa do Mundo da FIFA precisava da prorrogação.

Era como se a partida começasse outra vez. A Espanha resolvia controlar o jogo e decidi-lo à sua maneira. Que foi o que quase aconteceu com Andrés Iniesta (foto), livre na cara do gol, aos cinco minutos. O meia avançou, demorou a chutar e foi desarmado.

Em seguida, Jesús Navas assustou a massa holandesa que ocupou boa parte do Soccer City, com um chute desviado que bateu na rede pelo lado de fora. Era pressão que já não pararia mais e que se intensificou quando Heitinga recebeu seu segundo amarelo, aos quatro minutos do segundo tempo.

Foram precisos, no total, 116 minutos, mas, enfim, a Espanha matadora apareceu. Andrés Iniesta, que tantas vezes tivera chances de invadir a área holandesa sem poder concluir, recebeu um passe perfeito de Fàbregas e com um belo chuto cruzado bateu Stekelenburg, que ainda bateu na bola, mas não evitou o gol da vitória espanhola.

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